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Essa aqui serve pra MUUUUUITA gente:
O analfabeto político
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do aluguel, do sapato e do remédio dependem de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior dos bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio dos exploradores do povo."
Bethold Brecht (1898-1956)
O que você pode fazer para acabar com o analfabetismo político?
Escrito por Dani B às 17h00
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Revista Veja • Pérola número 2
Selecionei mais um trecho da revista, de conteúdo macro, que poderá ser muito útil para usar em outros momentos:
"Como se sabe, governos não produzem riqueza. Governos se apropriam da riqueza gerada pelo engenho, arte e suor dos cidadãos e das empresas. Principalmente por essa razão, as sociedades desenvolveram mecanismos de vigilância sobre os governantes e autoridades com acesso ao segredo do cofre onde se guarda o dinheiro produzido por todos. Esse cofre é chamado Erário nos países de língua portuguesa e espanhola. Denomina-se Tesouro na maioria dos países de colonização inglesa. A Grã-Bretanha prefere o termo Exchequer, cuja origem é a mesa quadriculada (chequered table) que os invasores normandos no começo do segundo milênio usavam, à maneira de um ábaco, para calcular as moedas coletadas como impostos. Os termos variam, mas a noção básica fixada na vida das nações civilizadas é a de que o Tesouro é da nação. O Tesouro não pertence aos que estão na efêmera posição de vigiá-lo.
Por essa razão, faz parte da higidez das sociedades equilibradas e coesas que os detentores da chave do cofre do Tesouro da nação sejam examinados por critérios ainda mais rigorosos do que os demais."
Muito Mais que uma Parceria. Revista Veja, 6 de dezembro de 2006, página 54
Escrito por Dani B às 02h52
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Sobre a revista Veja e pérola número 1
De uns anos para cá tornou-se muito comum encontrar pessoas que desdenham do conteúdo da revista Veja, argumentando que é uma revista comprada, sensacionalista ou tucana, o que é um total absurdo. Comprada é a IstoEra ou QuantoÉ, como queiram, conforme pudemos comprovar no episódio Dossiegate. Sensacionalistas são as revistas que ficam às voltas com casinhos e descasinhos de artistas (e eu nem estou falando de revistas da linha da Caras ou da Contigo - entenda quem puder). E tucana a revista nunca foi e quem a acompanha de longa data sabe das críticas incisivas e contundentes que ela fez aos governos FHC e a qualquer outro político tucano, quando se fez necessário.
Agora, o que a Veja não faz é comprometer o teor de seus conteúdos em troca das verbas publicitárias das estatais. O que esta revista não faz é criticar a tudo e a todos com igual peso. Isso, não. O que ela faz é criticar a tudo e a todos com igual justiça, mas não igual peso. A Veja não faz "compensações" procurando o que criticar onde não há para compensar a crítica feita ao outro lado. Seu jornalismo critica, como é certo, com mais ênfase o que é mais grave (atentados contra a democracia, por exemplo), e com títulos menos garrafais o que é menos grave. E essa ponderação da gravidade das notícias faz parte, mais do que qualquer outra coisa, da lista de qualidades que um bom jornalismo deve ter.
Escrevi este texto porque percebo que algumas pessoas manifestam um certo tipo de constrangimento ao dizer que leram tal coisa na Veja (com medo do deboche que foi propositadamente plantado, uma vez que a Veja não é permeável aos interesses do poder) ou de citar trechos etc.
Então, se queremos dar alguma força pra fomentar a opinião pública numa mobilização anti-incompetência e corrupção do governo Lula (e por isso mesmo pró-Brasil), uma das coisas que podemos fazer é assinar a revista (não, eu não tou ganhando comissão! gargalhadas) ou comprá-la nas bancas, lê-la (esse passo é o mais importante risos) e, sempre que der, emprestá-la para que mais pessoas aumentem o círculo de indignados e conscientes.
E, se alguém começar com aquele nhenhenhém de revista comprada, sensacionalista e tucana, tasque esta argumentação - com muita força - na cabeça da vítima da lavagem cerebral.
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Agora, indo além da questão da postura jornalística, a Veja volta e meia recheia suas reportagens (que embora digam respeito às trivialidades cotidianas das novelas políticas e sociais) com curtas macro-análises que falam das questões estruturais do funcionamento da democracia, dos Estados modernos e da sociedade.
Selecionei aqui uma das que considero mais importantes, verdadeira pérola, sobre a desatualização da teoria marxista no presente estágio do capitalismo:
"As ações filantrópicas de Gates e de Buffett jogam mais uma pá de cal sobre a balela marxista segundo a qual o objetivo do capitalismo é a concentração de renda e a exclusão do proletariado. Ao construírem sua fortuna, os dois ajudaram a elevar a eficiência da economia americana, enriqueceram acionistas e criaram empregos – para não falar da democratização da informação promovida pelos computadores pessoais difundidos por Gates. Depois, ainda em vida, decidiram devolver à sociedade grande parte do espetacular excedente de riqueza que acumularam em períodos curtos – Buffett tornou-se bilionário aos 55 anos; Gates fez seu primeiro bilhão aos 31 anos. O gesto filantrópico de ambos não só se insere na lógica do capitalismo moderno, como também coloca o regime de mercado num patamar moral superior. O filósofo alemão Karl Marx, arauto do comunismo, previa o fracasso do capitalismo porque o sistema dependia da exploração crescente e infinita do proletariado para gerar lucros e produtividade. Segundo ele, como existe um limite para a exploração do trabalho humano, os lucros parariam de crescer, assim como a produtividade. O socialismo triunfaria. Tudo errado. O capitalismo não precisa de pobres como imaginava Marx, uma mente de terceira categoria que conseguiu enorme legião de seguidores no século passado por sua pregação de natureza religiosa. Exige, isso sim, consumidores com dinheiro, boa formação educacional e vontade de ascender socialmente. O próprio sistema cria um círculo virtuoso de riqueza, como mostram os indicadores sociais dos países que liberalizaram sua economia."
Os Santos do Capitalismo. Revista Veja, 5 de julho de 2006, página 63
Escrito por Dani B às 01h43
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Frase da semana:
O IBAMA PROIBE FAZER BOLSA COM COURO DE JACARÉ MAS NENHUM ORGÃO REPRIME A CONFECÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA COM O COURO DA CLASSE MÉDIA!
(Texto do quadrinho GERVÁSIO por Gilberto Zappa do Jornal capixaba A GAZETA)
Escrito por Dani B às 01h06
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Campeões no Vôlei? Quem?
Eu ando é com uma vergonha danada do Brasil lá fora... quando vejo qualquer tipo de jogo em que o Brasil é representado, sempre fico pensando nas realidades daqui, do quanto este país é uma "farsa jurídica" (como diz o Olavo de Carvalho) e invariavelmente me sinto constrangida... um "país" (de faz de conta) como o nosso não tinha nada que se meter nestas competições. Devia era ficar em casa resolvendo seus gigantescos problemas e tentando ser um país de verdade, e não esse amontoado de mentiras que nós somos. Só quando fôssemos um país de verdade, um país sério, e não esse fosso de impunidade, quando todos os brasileiros soubessem ao menos minimamente usar a nossa língua - pra começo de conversa, aí sim é que poderíamos sair pro mundo tratar de conquistar respeito e medalhas. Um país que não é de verdade não deveria ter direito a representação em jogos mundias.
Sinto uma vergonha terrível do nosso país. E quanto menos ele aparecer, pra mim, melhor.
Enquanto isso, prefiro não ver nada pra não sentir vergonha.
Como disse um amigo no orkut: "O Brasil entrou num APAGÃO MORAL E ÉTICO".
Escrito por Dani B às 22h49
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