Quando o Brasil me tira o sono
   



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ENTENDAM COMO É A FÓRMULA ANTIDEMOCRÁTICA DE LULA

por Augusto de Franco, na Folha de S. Paulo

Se a reeleição vier, ela não será o ocaso da carreira de Lula, e sim o passo inicial para uma tentativa de mudança autoritária das regras do jogo político que tem como objetivo lançar, sobre o terreno que foi preparado com a complacência das oposições, as bases de uma hegemonia neopopulista de longa duração no país.

Isso tudo pode ocorrer sem que se quebre a liturgia formal das instituições do sistema representativo e, assim, não caberá nenhuma acusação de golpismo. É claro que algumas coisas "extraordinárias" deverão acontecer. Com 50 a 70 deputados petistas eleitos em 2006, Lula não teria força para tanto.

Todavia, se consagrado pelas urnas com votação expressiva, Lula e sua tropa atropelarão aliados, adversários e instituições, falando diretamente para as massas. Os aliados fisiológicos do governo também não terão coragem para se opor às iniciativas daquele que, além de batizado, foi crismado pelas urnas. Os adversários recém-derrotados não terão muito ânimo para travar uma batalha cruenta em defesa de princípios.

A descoberta de corrupção em larga escala nos Parlamentos e as ações terroristas praticadas pelo PCC servem como exemplos desses fatos extraordinários que deverão ser "produzidos" para causar uma certa comoção na opinião pública, manipulando-a para levá-la a aceitar a adoção daquelas medidas regressivas capazes de permitir a implantação da fórmula lulista.

Como os Parlamentos estão desmoralizados, é preciso reduzir as proteções legais dos seus titulares e restringir o poder das CPIs, que servem só para criar caso, não deixando o presidente trabalhar. O argumento é chulo, mas condiz com o estilo do líder: que moral teriam deputados e senadores corruptos para fiscalizar o comportamento de um governante que foi eleito com mais de 50 milhões de votos?

Além disso, como a corrupção é generalizada, é preferível manter a centralização dos processos administrativos, reforçando o protagonismo presidencial. Isso abre caminho para ampliar políticas assistencialistas e clientelistas, realçando o papel do grande líder popular, colocado agora no lugar daqueles coronéis da velha elite corrupta.

Para superar as resistências a tais medidas moralizantes, será necessário encontrar um jeito de garantir maioria governista nos tribunais superiores, na burocracia estatal e na mídia.

Isso abre caminho para ampliar o aparelhamento do Estado e para retomar propostas autoritárias de controle estatista-corporativo da atividade audiovisual e jornalística.

Ao mesmo tempo, para corrigir as deformações promovidas por veículos não-alinhados, será preciso manter o controle centralizado sobre as verbas de publicidade das grandes empresas estatais, além de investir pesadamente em propaganda oficial, com o fito de dissuadir um comportamento muito independente dos grandes meios de comunicação. Como é o sistema todo que está podre, é urgente fazer uma reforma política, mas sem muita política (sob o pretexto de reduzir a participação de contumazes corruptos).

O destaque deve ser dado à mudança das regras eleitorais (com a introdução do voto em lista), mas sem uma reforma partidária (a não ser no que tange à adoção da fidelidade), conferindo, na prática, aos chefes de partidos poder de vida ou morte sobre seus correligionários. Depois será mais fácil reunir esses chefes em uma espécie de comando de oligopólio, para coibir espertezas de aventureiros individuais.

Diante da crescente ousadia política do crime organizado, nada, senão manter ou ampliar as demonstrações espetaculares da Polícia Federal, passando para a opinião pública a impressão de que, ao contrário do que ocorre nas unidades da Federação controladas pela oposição, temos um governo federal forte e eficaz, e induzindo as populações a se desfazer daqueles partidos que só pensam em objetivos eleitoreiros, descuidando das suas responsabilidades pela segurança dos cidadãos.

A despeito do fato de essa fórmula já estar sendo parcialmente implementada, transformando 2006 em uma ante-sala de 2010 (o que, no Brasil, já é longo prazo), é claro que ela pode não dar certo, sobretudo se encontrar resistência. Mas a insistência em aplicá-la levará o Brasil a uma crise institucional sem precedentes.

Para entender melhor, assista a esses documentários sobre a Venezuela:

http://www.youtube.com/watch?v=gnj0pxbO5Mo&search=chavez
http://www.youtube.com/watch?v=ZSdR0ayoFZI&search=chavez
http://www.youtube.com/watch?v=CoG9yaqp4vU&search=chavez
http://www.youtube.com/watch?v=QuIsauTQehs&search=chavez
http://www.youtube.com/watch?v=K8zdZHtcvW0&search=chavez

Como no exemplo da Venezuela, podemos estar marchando, cegos, para um caminho sem volta.

Ou a classe média abre os olhos imediatamente e trata de iniciar um processo emergencial de anti-lulismo ou não valerá a pena manter-se no Brasil. Ainda mais quem, como eu e tantos outros, está na internet e pessoalmente se posicionando tão declaradamente contra a reeleição do Lula.

Os revolucionários que se doam por uma causa, dessa vez, somos nós.



Escrito por Dani B às 21h21
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O que tá faltando na campanha do Alckmin?

Gastar mais tempo do horário eleitoral batendo no Lula. Não precisa ser o Geraldo, pode dar voz ao povo como está sendo feito. Mas o Geraldo tem que "pegar o microfone" na seqüência e concordar com o que está sendo dito. Ele tem que "incorporar" a voz do brasileiro indignado, ele tem que ser o porta-voz do brasileiro que é honesto. As pessoas, no final, têm que dizer: isso mesmo, concordo com tudo o que ele disse, ele está dizendo por mim o que eu não posso e não tenho espaço para dizer. Aí o brasileiro vai "se ver" em Alckmin, destruindo aquela idéia ridícula do Lula de dizer que o brasileiro é a cara dele. Não é não. É só o Alckmin esquentar o que está falando que vai ter um coro atrás dele, um monte de gente assistindo a televisão e balançando com a cabeça que "sim", concordando com o que ele diz.

Outra coisa que precisa é diminuir o tempo de exposição do currículo político do Alckmin. É melhor fixar a idéia de um Alckmin médico do que de um Alckmin político. O povo está nauseado com política, não confia em políticos. Alckmin tem que mostrar o que é de verdade, e ele não é um "político". Ele não faz jogo "político". Ele é um gestor e técnico competente e alguém focado na melhoria da vida das pessoas, dos cidadãos. Mais médico e menos político.



Escrito por Dani B às 00h38
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O governo Lula teve um crescimento econômico medíocre, inchou a máquina pública, promoveu a desindustrialização do setor produtivo exportador, teve índices pífios na educação quando comparado a outros países, manteve gastos governamentais altíssimos e ainda teve uma pífia geração de empregos, entre muitas outras coisas.

Só por isso Lula já tinha que ser conhecido como o pior fiasco da história do Brasil. Até aqui a gente já fica indignado.

Aí vêm aquelas frases douradas do nosso apedeuta toda vez que ele abre a boca. É tanta ignorância que envergonha o país diante do mundo inteiro.

Então a gente fica (indignado)².

Mas ainda vêm a história do mensalão e caixa 2 e mais montes de outras denúncias de corrupção que chegaram ao congresso mas partiram do executivo. E o Lula com aquela cara de que não é com ele.

(INDIGNADO)³

Depois vem a compreensão da idéia do projeto de poder do PT e fica clara sua postura antidemocrática, populista e totalitarista. Vêm o flerte do Lula com Chaves e Morales e a história do Foro de São Paulo. Vêm as violentas invasões do MST e do MLST, movimentos sempre amparados pelo PT.

(INDIGNADO + PASMO)³

Depois o PT relança os acusados de corrupção como candidatos, dividindo palanque com Lula, como se nada tivesse acontecido.

(INDIGNADO + PASMO + ESTARRECIDO)³

Aí vem o PCC pedindo voto pelo PT e mandando matar os tucanos.

(INDIGNADO + PASMO + ESTARRECIDO + ENFURECIDO)³

Vieram então as invasões à comunidade do candidato Geraldo Alckmin no orkut, ameaças por scrap, tentativas de calar a oposição. Vêm a tentativa de cercear o acesso ao orkut e a constante desmoralização do orkut pela mídia. Vêm a guerra virtual conclamada pelo Pomar no site do PT, sem contar as duas tentativas de "amordaçar" e limitar a imprensa.

(INDIGNADO + PASMO + ESTARRECIDO + ENFURECIDO E QUASE PERDENDO AS ESTRIBEIRAS)³

Aí a gente descobre que ainda tem gente que vota e defende o Lula, e acusa os que defendem o PSDB e querem ver Lula fora da presidência em 2007 de GOLPISTAS!

(INDIGNADO + PASMO + ESTARRECIDO + ENFURECIDO E COM ESTRIBEIRAS JÁ PERDIDAS)³

E Lula continua na frente das pesquisas!




Aí a gente chega até a perder as palavras pra explicar o que está sentindo.

Dá até vontade de chorar de tanta tristeza.

 

Falta muito Brasil, falta muito.



Escrito por Dani B às 03h27
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Estou cansada desse velho discurso absurdo do humilde e coitadinho que "acusa"(?) os que se opõem ao Lula de serem elite e burguesia.

Não sou rica. Nem classe média direito eu sou, tou mais para pobre mesmo. Remediada, como costuma dizer minha avó.

Mas e daí se eu fosse rica?! Não é isso que está em jogo.
Sabe aquela velha frase "imagem não é nada, conheça minhas idéias"?

Vale a mesma coisa:
"imagem não é nada, conheca os resultados do candidato que defendemos"
"religião não é nada, conheça as propostas do candidato no qual votamos"
"cor da pele não é nada, conheça a história de vida e esforço pessoal do candidato pelo qual trabalhamos"
"saldo bancário não é nada, conheça as idéias que defendemos"

Preconceito nestepaiz tem pra tudo que é gosto. Agora a moda é preconceito com rico. Não demora vai ter preconceito com intelectual. Ah, é, já tem: tem gente que não gosta de NERDS, só porque NERDS estuda muito.

Ora, nada mais natural num país onde todo mundo tem medo de ser enganado porque não sabe pensar por si próprio. Aí, é claro, rotula sem conhecer.

Os problemas do Brasil são a ignorância e a inveja.



Escrito por Dani B às 01h44
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